Câmara não tem interesse no inquérito da PF, afirma corregedor
O vereador Jonas Oscar Paegle (DEM) lavou as mãos no que diz respeito ao suposto envolvimento dos colegas Ademir Braz de Sousa (PMDB) e Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) na Operação Arrastão, desencadeada em março passado pela Polícia Federal para o combate aos caça-níqueis. Como corregedor da Câmara Municipal em Brusque, caberia a ele a incumbência de abrir algum tipo de processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo Jonas, a Câmara não tomou posicionamento nesse sentido e sequer fará pedido para ter acesso ao inquérito entregue à Justiça.
Paegle foi o alvo do grupo de manifestantes que a cada sessão no Legislativo cobra uma postura dos vereadores sobre o caso. "Acho que é direito deles se manifestarem. Mas, como corregedor, acho que tudo passou pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), os candidatos foram diplomados e não cabe ao corregedor tomar uma decisão contundente", comenta ele.
Segundo afirma o democrata, uma decisão agora poderia ser imprudente. Questionado se o inquérito chegou ao Legislativo, ele é contundente na resposta ao afirmar que não. E mais, perguntado se o Legislativo pretende solicitar cópia do documento, o vereador e corregedor foi enfático: "Não. Não há nenhum interesse em suscitar a partir de nós".
O vereador diz que não cabe à Câmara ir atrás da documentação elaborada pela Polícia Federal. Segundo ele, também está descartado qualquer processo de cassação contra os dois vereadores. A razão, segundo ele, é a falta de elementos para isso. "Não tem nenhuma condição da corregedoria tomar uma atitude assim, de maneira virtual. Não tem nada palpável, não temos documento nenhum em mãos", afirma Paegle, após confirmar o desinteresse do Legislativo em solicitar o referido inquérito.



